Regional

Trevo da SP-215 registra três acidentes graves em 9 dias em Porto Ferreira

Pedestres e motoristas arriscam a vida em trevo de acesso a Porto Ferreira na SP-215

Foi por conta dessas ocorrências que o cruzamento da Rodovia Deputado Vicente Bota (SP-215), que dá acesso ao Jardim Anésia e Jardim Águas Claras, em Porto Ferreira, está sendo chamado pelos moradores de ‘trevo da morte’. Além da imprudência denunciada, no local há existe uma passarela, mas os moradores dizem que ela é ocupada por usuários de drogas. Por conta disso, muitos se arriscam ao atravessar pela rodovia. “Chamam o trevo da morte aí porque acontece muita coisa. É acidente de moto, bicicleta e carro, o dia todo é esse movimento”, disse a comerciante Sizinia dos Santos Matos.

De acordo com a Intervias, concessionária do Grupo Arteris que administra o trecho da rodovia, o trevo fica entre os kms 99+400 ao km 101+000. Em 2017, foram registrados 17 acidentes, sendo 11 feridos e uma morte. Já este são dez ocorrências, uma delas com vítima fatal. Uma pessoa morreu e três ficaram feridas em 9 dias em trevo de Porto Ferreira

Acidentes

No dia 14 deste mês, a estudante da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Gabriele Oliveira, de 23 anos, estava na garupa da moto conduzida pelo pai, que colidiu contra a lateral de um caminhão. A jovem foi socorrida por uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Dona Balbina, mas não resistiu aos ferimentos. Dois dias depois, uma menina de 7 anos foi atropelada por uma moto no mesmo trevo de acesso e sofreu ferimentos no rosto. Segundo o Corpo de Bombeiros, a criança foi socorrida por uma unidade de resgate com vários dilacerações no rosto. O terceiro acidente registrado foi na última segunda-feira (23), quando a operadora de caixa bateu a moto em que estava contra uma placa de sinalização ao tentar desviar de um carro que cruzou a pista. Mesmo com poucos machucados, Tânia Cristina Martins da Silva ainda está assustada. “Quando passei um pouco depois do pontilhão, veio uma caminhonete e não respeitou o sinal de Pare e, de repente, virou sem dar a seta. Tentei desviar, subi no canteiro e bati na placa, fui de cara”, disse a operadora.

Buscando soluções Segundo a professora de engenharia da Universidade de São Paulo (USP) Ana Paula Larocca, reforçar a sinalização e fazer obras nos cruzamentos seria ideal para a diminuição de acidentes. “Pode ser feita uma alteração na geometria para uma melhor acomodação da velocidade do usuário que vem da rodovia e vai entrar no trecho urbano”, disse. Para ela, seria necessário também fazer um estudo do fluxo de pedestres para verificar o que pode ser feito para diminuir a vulnerabilidade dos moradores.

Acidentes e sinalização

Segundo a Arteris Intervias, os 24 acidentes que aconteceram este e ano e em 2017 foram no trecho de um quilômetro e meio da rodovia da SP-215, incluindo o trevo citado na reportagem. O índice de acidente no local é baixo e de janeiro a junho de 2018 não houve registros. A concessionária informou ainda que o projeto de sinalização do local está adequado e aprovado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). “É de rotina da concessionária fazer a verificação de toda a sinalização do trecho concessionado e quando necessário realizar os reforços”, diz o texto. A concessionária ressalta que não tem poder de fiscalização, sendo este de responsabilidade da segurança pública. Por fim, a Intervias informou que investe, ao longo do ano, em diversos programas e iniciativas em educação e conscientização das comunidades e dos usuários das rodovias concedidas, com objetivo de promover o comportamento seguro no trânsito, já que a imprudência é uma das principais causas de acidentes viários no país.

FONTE: EPTV

Show More

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error: Não Copie!
Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker